Somos o que narramos ou narramos o que somos?
Desde a infância, são as histórias que ouvimos e contamos que vão marcando nosso ser e estar no mundo.
São elas, narrativas orais e também escritas, que vão tecendo a memória do que somos. As imagens também são formas narrativas. O que um vídeo ou uma fotograia nos remetem? Que descobertas possibilitam? E como podemos utilizá-los como fontes, documentos?
Na escola, essas imagens e narrativas nos ajudam a compreender a história e o cotidiano dessa instituição.
As possibilidades de trocas e diálogos que temos hoje em dia: um número maior
de publicações e discussões desses temas, a existência de programas na televisão, a crescente importância da internet em nossas vidas, etc.
Isso é facilitado também porque, no mundo contemporâneo, foram sendo criados novos
campos científicos, como a ecologia, a informática, a bioengenharia entre outros. Um desses temas é a pesquisa voltada para a compreensão dos processos identitários, dizer-se, sentir-se, pertencente a um grupo ou uma origem, percebemo-nos como iguais a uns e diferentes de outros somente por meio de palavras, mas por gestos, práticas, olhares, e todo um conjunto de formas extraverbais, inclusive pelo silêncio.
Outro tema é a crise ambiental, causada, entre outros fatores, pela organização socioeconômica globalizada e pelo crescimento populacional desordenado. Apenas apontar as causas não contribui para encontrar soluções possíveis, é preciso buscar alternativas, e uma das saídas é que esses temas sejam discutidas nas escolas de Ensino Fundamental, Médio ou Superior.
A escola recebe muitas críticas por não assumir o seu papel na sociedade contemporânea. É necessário fazer com que o currículo escolar se torne mais vivo, pois nem sempre a escola se abre para atender o que o aluno busca.